Conheça os detalhes sobre a reconstrução da Chapecoense | ABRH RS

Conheça os detalhes sobre a reconstrução da Chapecoense

 

Marcada com uma das maiores tragédias do mundo esportivo, a Chapecoense passou por um grande desafio de reestruturação, além de muito sofrimento. Com ampla cobertura da imprensa nacional e internacional, inúmeras pessoas se sensibilizaram com o acidente aéreo, mas principalmente os familiares das vítimas e os colaboradores do clube. E como conseguir levantar o ânimo para reconstruir o clube, após um momento trágico?

 

No dia 28 de novembro de 2016, a Chapecoense se deslocava para Medellín, na Colômbia. O time iria disputar a primeira partida da final da Copa Sul-Americana, contra o Atlético Nacional e, por falta de combustível, a aeronave que os levava perdeu o controle e caiu. Ao todo, 71 pessoas morreram no local. Entre os tripulantes estavam jogadores, comissão técnica e jornalistas.

 

A fragilidade emocional em eventos críticos sensibiliza pessoas próximas e distantes, principalmente os colaboradores de uma empresa. E para motivar internamente as equipes de atuação, uma das estratégias do clube Chapecoense foi fortalecer os vínculos como forma de unir forças para passar por este momento delicado. O CONGREGARH Conexão 2018 reservou um painel com a gerente de RH do clube catarinense, Jorilde Batista, e com o ex-goleiro, Jakson Follmann, para abordar, exclusivamente, esse processo de reconstrução e superação.

 

Para dimensionar a complexidade dos processos e a mescla de sentimentos envolvidos, após o encerramento do velório coletivo, a gestão da Chapecoense atendia em um turno as famílias dos jogadores e em outro planejavam a contratação do elenco que deveria apresentar-se para a temporada 2017. “Uma das principais dificuldades foi ter perdido tantas pessoas. Não apenas atletas, mas a diretoria, funcionários, comissão técnica. E após isso, reconstruir a estrutura. Tivemos que contratar mais de 25 jogadores”, contou Follmann.

 

Jorilde contou que a maior tristeza foi ter perdido amigos e colegas de longa data. “Depois da classificação para a final, o presidente queria levar todos os funcionários do clube e familiares dos jogadores para a primeira partida na Colômbia. Porém, pelo regulamento da competição, a Chape não conseguiria jogar a segunda partida em Santa Catarina, por conta da capacidade do nosso estádio. Com isto, precisava ser realizado o serviço operacional para o jogo acontecer em Curitiba. Porém, tristemente, ao invés de fazermos este trabalho, tivemos que fazer o velório dos nossos amigos”, relatou emocionada.

 

Com planejamento e grande apoio de torcedores e adeptos ao time, o clube da Chapecoense está reestruturado e projetando novos objetivos.

 

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