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Prêmios Top Ser Humano & Top Cidadania 2026Mapa de Tendências
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Mapa de Tendências

86 práticas.12 movimentos.

Elaborado pela ABRH-RS, este relatório lê lado a lado as práticas premiadas no Top Ser Humano e Top Cidadania. O que elas têm em comum indica para onde caminham a gestão de pessoas e a responsabilidade social das organizações.

Ver as 12 tendências Na sua cidade

O que nos une nasce entre nós

Troféu Top Ser HumanoTroféu Top Cidadania

Um relatório da ABRH-RS

O que os une

Temas em comum aproximam os premiados

Os temas que mais ligam as práticas premiadas:

28 cases se ligam por liderança.

Tendências

12 movimentos na gestão de pessoas e na cidadania corporativa

Cada tendência reúne movimentos que já estão em prática e que, nos cases premiados, deram resposta a desafios concretos.

As tendências com mais práticas premiadas são 03, 05 e 08, com 10 cada.

4 cases estão em duas tendências ao mesmo tempo; por isso, as contagens das 12 tendências somam 90.

O primeiro trabalho chega na hora certa, com formação, acompanhamento e rede de apoio

7 cases · 3 cidades

Aprendizes, estagiários e recém-formados entram por programas que combinam teoria, prática supervisionada e acompanhamento de quem já está na casa, com a efetivação como horizonte. Para jovens em vulnerabilidade, o desenho inclui bolsa, transporte, família e escola, porque permanecer é a condição para aprender.

Os cases desta tendência

A falta de profissionais prontos para o trabalho tem rostos diferentes: um hospital que só contratava técnicos experientes, uma indústria com demanda crescente de operadores, uma instituição que precisa de sucessores alinhados à sua cultura. Essas organizações formam em casa quem o mercado ainda não preparou e abrem vagas para quem nunca teve a primeira oportunidade.

Teoria e prática andam juntas desde o início. As aulas acontecem dentro de casa, com professores de escola técnica ou com os educadores da própria organização; tutores e padrinhos da operação acompanham a prática, e um dos programas avalia o estagiário pelas mesmas competências cobradas dos colaboradores. Quem não é efetivado sai preparado para outras empresas, e há curso que fica aberto a elas.

Para adolescentes e jovens de famílias de baixa renda, a formação vem acompanhada de condições para permanecer: bolsa, vale-transporte, cesta básica, plano individual construído com a família, contato com a escola e com a rede de proteção. Há empresa que usa a cota legal de aprendizagem como investimento social, e um programa que chega ao meio rural para manter crianças na escola e longe do trabalho infantil e apoia jovens do campo na sucessão da propriedade familiar.

“A complexidade não é obstáculo à formação: ela é a principal escola.”

· p. 6

“O projeto fundamenta-se na premissa de que a seleção é voltada para os atributos comportamentais, visto que parte técnica será cultivada por meio de um ambiente seguro de aprendizado.”

· p. 4

Em números

  • mais de1.500

    candidatos por turma do programa

    “Atração: mais de 1.500 candidatos por turma, fortalecendo a marca empregadora.”

    Fonte: · p. 13

  • 84%

    crescimento do quadro de colaboradores em dois anos (de 95 em 2023 para 175 em 2025), contexto que motivou o pipeline interno

    “175 colaboradores em 31/12/2025, crescimento de 84% em dois anos (95 colaboradores em 2023)”

    Fonte: · p. 18

  • aproximadamente800horas

    carga horária do curso de iniciação profissional em produção industrial

    “tem carga horária de aproximadamente 800 horas”

    Fonte: · p. 11

  • 1.047

    atividades coletivas de ampliação de repertório social e cultural em 2025

    “contabilizaram 1.047 atividades coletivas e 717 participações em oficinas socioeducativas”

    Fonte: · p. 18

  • R$238.129,69

    investimento de 2025 no pilar Educação e Conscientização

    “Educação e Conscientização R$238.129,69”

    Fonte: · p. 16

Vagas para quem ainda não tem experiência

O Hospital Moinhos de Vento, que só admitia técnicos de enfermagem experientes, abriu vagas para recém-formados em vagas extras ao quadro, com carteira assinada, e passou a formá-los em hospital simulado e nas unidades críticas, acompanhados por técnicos tutores; cada turma recebe mais de 1.500 candidatos. A STIHL reestruturou a sua aprendizagem industrial num curso de operador polivalente para jovens de escola pública, com aulas do SENAI dentro da fábrica, padrinhos da operação, critério de vulnerabilidade na seleção e banco de talentos para quem não é efetivado. A Casa de Saúde Menino Jesus de Praga criou o seu primeiro programa de estágio estruturado, que reúne estudantes de vários cursos de saúde e gestão em workshops mensais, mentoria por área e um desafio apresentado a uma banca do Conselho, num momento em que o quadro cresceu 84% em dois anos.

Permanecer para aprender, com a família e a escola por perto

O Instituto HERC forma aprendizes em situação de vulnerabilidade num curso de iniciação em produção industrial de cerca de 800 horas, com rodízio por quatro áreas da indústria, rodas de conversa preparatórias, encontros com as famílias e mentores voluntários, entre eles uma ex-aprendiz que voltou ao programa nesse papel. A Comercial Buffon cumpre boa parte da cota de aprendizagem contratando integrantes de uma orquestra jovem que atende famílias de baixa renda, com bolsa, vale-transporte e cesta básica para que permaneçam na formação musical, sem atuar nas operações da empresa. O CIEE-RS mantém um serviço de convivência para adolescentes inscritos no CadÚnico, com plano individual construído com o jovem e a família, trilhas escolhidas em encontros mensais e articulação com escola e rede de proteção; foram 1.047 atividades coletivas no ano. A JTI atua em comunidades rurais produtoras com oficinas de contraturno nas escolas, palestras para pais e professores, cursos de geração de renda para mulheres e projetos de jovens empreendedores rurais, em parceria com prefeituras; o pilar de educação e conscientização recebeu R$ 238.129,69 no ano.

Integração de novos colaboradores: construção de vínculos através de roteiro, etapas e acompanhamento

5 cases · 3 cidades

A integração é desenhada como um roteiro comum, com etapas, responsáveis e indicadores. As peças variam de uma organização para outra: o padrinho, a prática num espaço que simula a linha, a trilha que confere o conhecimento mínimo, as turmas conduzidas por colegas formados para isso. Numa empresa totalmente remota, o roteiro começa ainda no processo seletivo.

Os cases desta tendência

Os primeiros meses decidem muito. É quando a pessoa entende o trabalho, a cultura e o próprio lugar na equipe, e uma chegada mal conduzida está entre os motivos de quem sai cedo. Houve organizações em que a integração era conduzida de um jeito em cada área ou agência, e a experiência do novo colaborador variava conforme o lugar em que chegava. O que mudou foi dar a esse período um desenho comum, com responsáveis, etapas e indicadores.

Uma das peças desse desenho é o padrinho, que acompanha o novo colega na prática; numa das organizações, ele é escolhido por critério, formado para a função e ouvido em avaliações a três, com o novo colaborador e o gestor. Outra é treinar num espaço que simula a linha, onde errar não custa caro.

Quando o trabalho é remoto, o escritório já não cumpre o papel de integrar, e a experiência precisa ser planejada desde a candidatura: um material de carreira até para quem não foi aprovado, admissão digital, kit enviado para casa e acompanhamento nos marcos do primeiro ano. O que se busca é gente segura mais cedo, menos erros no começo, como relatam os operadores da fábrica, e uma cultura transmitida por quem já a vive.

“O modelo cresce a partir de dentro: a formação contínua de novos mentores permite expansão sustentável sem aumento proporcional de custos.”

“Reduzir o turnover voluntário da área de negócios, que era diretamente impactado pela sobrecarga que a preparação dos novos colegas gerava.”

· p. 6

Em números

  • 54

    apadrinhamentos registrados em 2025, nos modelos de 15 e de 90 dias (finalizados, em andamento e cancelados, RS e MG)

    “Total de apadrinhamentos 26 28 54”

    Fonte: · p. 11

  • 60

    horas de prática assistida na agência com o padrinho, dentro da jornada

    “No total, são 98 horas de aprendizagem, distribuídas em 60 horas de prática assistida na agência”

    Fonte: · p. 11

  • 85%

    respondentes da pesquisa de satisfação que se sentiram preparados ao final do onboarding

    “85% dos participantes afirmaram sentir-se preparados ao final do onboarding”

    Fonte: · p. 16

  • 97,3%

    adesão às trilhas regulatórias em 2025

    “A adesão às trilhas regulatórias atingiu 97,3% em 2025”

    Fonte: · p. 18

  • 75pontos

    eNPS de candidatos depois do projeto (antes 58)

    “eNPS de candidatos 58 75 +17 pontos”

    Fonte: · p. 19

Padrinhos, trilhas e prática antes do posto

Na Aeromot, a integração, antes conduzida de um jeito por área, virou um programa de apadrinhamento que hoje cobre todo o período de experiência, com mentores selecionados e formados pelo DHO, três fases de acompanhamento, avaliação entre novo profissional, mentor e gestor e gratificação ao mentor proporcional à nota; no ano da mudança, foram 54 apadrinhamentos, somados os do modelo inicial, mais curto, e os do atual. A Sicredi Confiança definiu o conhecimento técnico mínimo esperado de um novo assistente de atendimento e montou uma trilha com cursos on-line, avaliações na metade e no fim do período e 60 horas de prática assistida na agência ao lado de um colega padrinho. A Nexteer Automotive redesenhou com a área de Operações a integração dos operadores de produção, que passou a ter quatro dias e treino num espaço que simula as atividades da linha antes da entrada na produção; 85% dos que responderam à pesquisa disseram se sentir preparados ao final.

Um roteiro comum, do candidato ao colaborador

A Sicredi das Culturas RS/MG trocou uma integração que dependia de cada agência por turmas mensais conduzidas por facilitadores internos formados, microlearnings na plataforma digital, pré-integração para quem entra no meio do mês e checkpoints com jogos; a adesão às trilhas regulatórias chegou a 97,3% no último ano. A Ilegra, em trabalho totalmente remoto, redesenhou em etapas toda a experiência do talento, da proposta de valor cocriada com os colaboradores ao sistema próprio de recrutamento, à admissão digital e a uma semana de boas-vindas com kit enviado para casa, incluindo um guia de evolução de carreira enviado aos candidatos não aprovados; o eNPS de candidatos chegou a 75 pontos.

A carreira ganha caminhos visíveis, inclusive para quem não quer ser gestor

10 cases · 6 cidades

A sucessão sai do improviso. Talentos escolhidos por critérios declarados se preparam em formações longas antes de a vaga abrir, e o recrutamento interno segue regras conhecidas. Para o especialista que não quer liderar equipes, surgem trilhas técnicas, uma delas com remuneração equivalente à da gestão.

Os cases desta tendência

Por muito tempo, crescer numa organização quis dizer chegar à gestão. Para o especialista que não queria liderar equipes, o caminho terminava cedo, e muitos saíam ou assumiam uma chefia sem vocação para ela. Em algumas organizações, ele ganha trilhas paralelas, técnica e gerencial, às vezes com remuneração equivalente entre elas, e mapas de cargo e manifestos dizem por escrito o que é preciso desenvolver e entregar para subir.

A sucessão recebe o mesmo cuidado. Os talentos são escolhidos por critérios declarados, como desempenho, perfil comportamental e indicação das lideranças, fazem formações longas, que podem reunir na mesma turma quem já ocupa os cargos, e são acompanhados até a movimentação. Numa cooperativa de crédito, a formação de gerentes de negócios se abriu a todos os interessados das posições de base, e a vaga de gerente começa a ser ocupada por quem cresceu dentro de casa.

Para as pessoas, o ganho é a previsibilidade: saber o que desenvolver, conversar sobre carreira com o próprio líder e ver colegas promovidos por um processo conhecido. O cuidado alcança as duas pontas do percurso, da escolha da primeira profissão à preparação para a vida depois da aposentadoria.

“Além de divulgar vagas, o #CarreiraLaranja passou a comunicar uma mensagem cultural: existe espaço para crescer dentro da organização.”

“A cooperativa tomou uma decisão que revela muito sobre sua cultura, em vez de selecionar, ampliou.”

· p. 9

Em números

  • 567%

    crescimento do número de especialistas (de 3 para 20 entre dez/2014 e dez/2025)

    “ESPECIALISTAS 3 20 +567%”

    Fonte: · p. 18

  • mais de80movimentações

    promoções e transferências

    “+de 80 promoções e transferências.”

    Fonte: · p. 21

  • 54%

    no ponto de partida, colaboradores sem clareza sobre possibilidades de carreira (diagnóstico inicial)

    “dados revelaram que 54% dos colaboradores não tinham clareza sobre possibilidades de carreira”

    Fonte: · p. 6

  • 35%

    participantes finais com movimento de carreira durante o programa (meta: 20%)

    “Chegamos a 29 movimentos, totalizando 35% dos 83 participantes finais”

    Fonte: · p. 15

  • 85%

    participantes com movimento de carreira para posições de liderança e/ou estratégicas

    “dos 47 profissionais envolvidos, 40 realizaram movimentos para posições de liderança e/ou estratégicas, representando 85% do total”

    Fonte: · p. 16

  • 571

    inscrições em processos seletivos internos entre 2022 e abril de 2026

    “que registrou 571 inscrições nos processos seletivos internos, com média de cinco candidatos por vaga”

    Fonte: · p. 8

Carreira com regra escrita, também para o especialista

A AEL Sistemas trocou a progressão linear por uma carreira em W, com trilhas gerencial, técnico-gestora e técnica e equivalência de remuneração entre elas; desde a implantação do modelo, o número de especialistas cresceu 567%. A Kepler Weber criou uma carreira em Y para especialistas e ligou avaliação, desenvolvimento, sucessão e conversas de carreira num percurso único, ao qual a empresa associa mais de 80 promoções e transferências. O CIEE-RS revisou a arquitetura de cargos, publicou um manifesto de carreira e abriu a todos uma plataforma de trilhas, a partir de um diagnóstico em que 54% dos colaboradores não tinham clareza sobre as suas possibilidades de crescimento. O Hospital Ernesto Dornelles formalizou o recrutamento interno como política permanente, com critérios de elegibilidade, divulgação das vagas em vários canais, avaliação psicológica, entrevista com o gestor e um ritual de acolhimento para quem é promovido; os processos seletivos internos somaram 571 inscrições.

A sucessão preparada antes de a vaga abrir

A Cotrijal desenhou com os seus superintendentes uma formação que reúne, nas mesmas turmas, todos os gerentes em exercício e talentos ainda abaixo da gerência, escolhidos pela combinação de perfil comportamental e desempenho; 35% dos participantes tiveram movimento de carreira durante o programa. Na Kozma Medicina Diagnóstica, colaboradores de alto desempenho indicados pela gestão de pessoas, pelas lideranças e pela direção passam um ano em encontros mensais, conduzidos por facilitadores internos e externos; entre os internos estão a presidência e a diretoria. A Sicredi Ouro Branco RS/MG combina uma formação de base com um segundo ciclo de microcoaching para quem ainda não se movimentou, e 85% dos participantes chegaram a posições de liderança ou estratégicas. A Sicredi Origens RS abriu a formação de gerentes de negócios a todos os inscritos e ampliou o número de turmas em vez de selecionar.

Da primeira escolha à aposentadoria

No Instituto HERC, cada aprendiz passa por quatro áreas da indústria, duas delas escolhidas por afinidade, e usa essa experiência como orientação antes da primeira escolha profissional. Na outra ponta, a UCS retomou um programa de preparação para a aposentadoria, com encontros conduzidos pelo RH e por psicólogas sobre direitos e finanças, identidade além do trabalho, saúde e novas formas de engajamento social.

Os líderes se formam no exercício do cargo, em programas longos ou renovados a cada ciclo

7 cases · 5 cidades

Gerentes e coordenadores voltam à formação já no cargo, em programas que duram meses ou se renovam a cada ciclo, e há quem inclua os futuros líderes. Ao conteúdo de gestão somam-se, na maior parte dos programas, o autoconhecimento e a convivência com colegas de outras áreas e, em vários, a tarefa de ensinar a própria equipe.

Os cases desta tendência

Muita gente chega à liderança porque se saiu bem na função de origem: o profissional de bom desempenho na rotina da operação, o colaborador promovido às pressas numa empresa com dificuldade de atrair e reter gente. Por isso, há organizações que formam o líder depois que ele assume o cargo, em programas que duram meses, se renovam a cada ciclo e, às vezes, começam pelo chão de fábrica.

Nesses programas, o conteúdo técnico divide espaço com o autoconhecimento. Mapeamento de perfil, devolutivas individuais, encontros imersivos fora da rotina e exercícios de comunicação e feedback ocupam boa parte do tempo, e as turmas reúnem gestores de áreas e negócios diferentes; numa das empresas, isso aproximou líderes que antes conversavam sobretudo para cobrar. A saúde mental das equipes também entra na pauta do líder, como tema de gestão.

O aprendizado volta para a rotina: gerentes treinam o próprio time na operação, coordenadores conduzem a avaliação de desempenho das suas equipes e cada líder leva ao grupo o que aprendeu.

“A Comunicação é a competência mais requerida e irreversível a um gestor no século XXI; no entanto, ela não é dada, ela é treinada e desenvolvida ao longo da vida profissional e pessoal.”

“Nele, o gestor não cobra a meta da empresa; ele acolhe o sonho do colaborador.”

· p. 13

Em números

  • 68

    participantes que concluíram suas trilhas até o momento

    “Dentre esses, 68 participantes concluíram suas trilhas de desenvolvimento”

    Fonte: · p. 17

  • 116,43

    média de horas de capacitação por liderança em 2025 (96,95 em 2023)

    “Média de horas por liderança 96,95 99,12 116,43”

    Fonte: · p. 17

  • 48%

    parcela do quadro da matriz (RS) que já foi mentorada (meta 30%)

    “% de Colaboradores Mentorados (sobre total de colaboradores) 30% 48%”

    Fonte: · p. 12

  • 92líderes

    coordenadores que participaram efetivamente da trilha

    “O projeto contemplou 111 coordenadores, com participação efetiva de 92 líderes distribuídos em cinco turmas integradas”

    Fonte: · p. 3

  • 46

    cidades do RS com postos atendidos pelo programa

    “localizadas no Rio Grande do Sul em suas 108 filiais espalhadas em 46 cidades.”

    Fonte: · p. 9

  • 9,21%

    turnover acumulado do time do RS em 2025, após pico de 12,47% em 2024

    “Após um pico de 12,47% em 2024, observa-se uma redução consistente no ano seguinte, chegando a 9,21% em 2025.”

    Fonte: · p. 17

Trilhas por nível, da fábrica à diretoria

A SAUR começou pelos líderes de fábrica e estendeu o programa a coordenadores, gerentes, diretores e futuros líderes, com trilha e carga horária próprias para cada nível e, para coordenadores, líderes e futuros líderes, avaliação de eficácia feita pelos gestores ao fim de cada trilha; 68 participantes já concluíram suas trilhas. O Senac-RS trocou o nome de lideranças intermediárias por lideranças integrais e entregou a esses gestores a condução da análise de desempenho das equipes, com grupos de estudo conduzidos pelos próprios líderes e encontros regionais. No último ano medido, a média chegou a 116,43 horas de capacitação por liderança.

Autoconhecimento e convivência entre áreas

A Medabil reuniu gerentes, coordenadores e o RH estratégico em encontros imersivos fora da rotina, com laboratório de sensibilidade e três eixos de trabalho: autoconhecimento, papéis do gestor na equipe e comunicação e feedback. Na Sueca Rolamentos e Soluções Industriais, uma psicóloga da própria empresa conduz sessões individuais quinzenais de mentoria comportamental, a partir do mapeamento de perfil de cada participante, e 48% do quadro da matriz já passou pelo programa. O Sistema FIERGS criou a primeira trilha para os seus coordenadores, conduzida por especialistas internas de gestão de pessoas e de saúde mental, em turmas que misturam os diferentes negócios do sistema; 92 líderes participaram.

O líder que ensina o próprio time

Na Comercial Buffon, o saber prático dos melhores vendedores virou método próprio de atendimento, e quem ensina é o gerente, formado como treinador da equipe e apoiado por multiplicadores que visitam os postos toda semana, em 46 cidades gaúchas. A Sicredi Região Centro RS/MG renova a cada ano uma formação contínua de líderes de agências e da sede, desenhada a partir do diagnóstico do negócio e da cultura, em que, num dos ciclos, cada gestor assumiu o compromisso de levar o conteúdo ao seu time; depois do pico do ano anterior, o turnover do time gaúcho ficou em 9,21%.

Os valores viram comportamento esperado, conversa frequente e critério de reconhecimento

10 cases · 5 cidades

Valores declarados ganham tradução em comportamentos que todos sabem reconhecer, são discutidos em conversas frequentes entre líder e equipe e entram na avaliação, no reconhecimento e na remuneração. A conversa de desempenho, antes informal ou presa a uma avaliação anual que pouco acontecia, ganha rituais curtos e registrados ao longo do ano.

Os cases desta tendência

Ter valores escritos é o começo. Há organizações que dizem, em linguagem de todo dia, que comportamento se espera de cada valor e levam essa definição para onde as decisões acontecem: a reunião de equipe, o feedback, o comitê de carreira, a revisão salarial. Jogos de tabuleiro, um deles criado dentro de casa, redes de colegas que atuam como influenciadores da cultura e protótipos testados antes de ganhar escala ajudam essa tradução a chegar a todo o quadro, da alta administração à operação.

A gestão de desempenho muda no mesmo passo. Onde a avaliação anual pouco acontecia ou a conversa de desempenho era informal e variava de líder para líder, entram conversas individuais periódicas, feedback registrado, plano de desenvolvimento acompanhado e calibragem entre líderes. Numa indústria, a regularidade desses rituais conta na meta de bônus dos gestores; num hospital, a conversa tomou a forma de um encontro diário curto, com roteiro fixo e foco no processo, nunca na culpa.

Quando a estratégia se desdobra em metas de área, a pesquisa de clima é lida como convite à escuta e o critério de remuneração fica claro, as pessoas entendem o que se espera delas e como serão reconhecidas.

“Todos os colaboradores, da alta administração ao nível mais operacional, jogaram o mesmo jogo, sem adaptações.”

· p. 11

“Cultura que depende exclusivamente de gestão de pessoas e diretoria, não se sustenta.”

· p. 20

Em números

  • 136

    facilitadores internos formados para conduzir o jogo

    “formação de uma rede de 136 Facilitadores internos, os quais conduziram mais de 3.000 horas de jogo para diferentes unidades e níveis hierárquicos”

    Fonte: · p. 17

  • 11,3pontos

    variação 2023-2025 na afirmativa 'a liderança deixa claras suas expectativas', maior salto da pesquisa

    “O salto de +11,3 pontos em “a liderança deixa claras suas expectativas””

    Fonte: · p. 17

  • 90%

    pessoas com duas ou mais conversas formais com o gestor em 2025 (40% em 2023)

    “40% pessoas em 2023 para 90% em 2025 com duas ou mais conversas.”

    Fonte: · anexo, p. 6

  • mais de25vezes

    ações de desenvolvimento em 2025 em relação a 2022

    “Em 2025, as ações de desenvolvimento foram mais de 25 vezes superiores às de 2022”

    Fonte: · p. 16

  • 535registros

    conversas estruturadas (1:1) registradas no RS em 2025

    “chegando a 535 registros em 2025”

    Fonte: · p. 14

  • 91%

    satisfação das lideranças com o método na pesquisa com o público-alvo

    “registrou 91% de satisfação com o método”

    Fonte: · p. 3

Comportamentos com nome, levados por gente da casa

O Centro Administrativo Sicredi (CAS) desdobrou uma narrativa cultural em três comportamentos esperados, com nomes próprios, e os levou a workshops oferecidos a todo o quadro, a uma rede de influenciadores da cultura, às conversas trimestrais de feedback e a um programa de reconhecimento. A Sicredi Conexão levou as novas competências comportamentais à comunicação interna, ao kit de boas-vindas, ao ritual semanal dos gestores, com um jogo de tabuleiro, e ao evento anual de colaboradores. A Unimed Porto Alegre apostou nas lideranças como guardiãs da cultura, numa rede de influenciadores eleitos pelos colegas e em protótipos culturais testados e depois ampliados, com os médicos cooperados incluídos no movimento. A Irani Papel e Embalagem criou dentro de casa um jogo de tabuleiro sobre as competências do planejamento estratégico, aplicado em turmas que misturam todos os níveis por uma rede de 136 facilitadores internos.

A estratégia que chega às pessoas

A Central Sicredi Sul/Sudeste partiu de um diagnóstico de evolução cultural e montou um plano plurianual que prioriza um domínio por ano, primeiro a remuneração e depois os processos, com conversas individuais sobre cargo e salário e uma nova gestão de performance; a afirmativa sobre a liderança deixar claras as suas expectativas subiu 11,3 pontos na pesquisa de clima. A Box Print desdobrou o planejamento estratégico em metas de área, leu a queda na pesquisa de clima como convite à escuta, criou rodas de conversa mensais por setor e redesenhou a participação nos resultados com colaboradores e sindicato; 90% das pessoas tiveram duas ou mais conversas formais com o gestor no último ano medido.

A conversa de desempenho ganha ritual

A Viemar Automotive substituiu as avaliações anuais, que pouco aconteciam, por gestão contínua em plataforma digital, com um índice de aderência dos gestores ligado ao bônus; as ações de desenvolvimento ficaram mais de 25 vezes acima do ano de implantação. A Sicredi UniEstados cocriou com as lideranças um modelo de rituais, com conversas individuais de resultado e de vida e carreira, questionário de pares e calibragem, testado em piloto antes de chegar a todos os gestores; no Rio Grande do Sul, 535 conversas estruturadas foram registradas no ano. Na Unicred Porto Alegre, as próprias lideranças desenharam um modelo de gestão de performance com indicadores padronizados e rituais em todos os níveis da área de negócios, sob a regra do foco no processo e não na culpa. A Unimed Erechim implantou um encontro diário curto para lideranças, com um conceito de cultura do dia, a análise do que não deu certo no último dia e um momento de reconhecimento; 91% das lideranças se disseram satisfeitas com o método.

A escuta vira plano de ação, e o pertencimento se sustenta em ritos e proximidade

9 cases · 6 cidades

Pesquisa de clima, roda de conversa e café com a diretoria produzem efeito quando a resposta volta às equipes como mudança visível. Junto dessa escuta, ritos frequentes, comunicação próxima e celebrações com as famílias mantêm o vínculo em organizações que crescem depressa ou têm equipes longe da sede.

Os cases desta tendência

Medir o clima é rotina antiga. O que muda é o caminho que a resposta faz depois da pesquisa: ela volta às áreas sem filtro, cada equipe monta um plano sobre os pontos que a pesquisa apontou, e a organização mostra, com exemplos concretos, o que mudou por causa do que foi dito. Num sindicato do varejo, colegas indicados por área conduzem essa conversa com as equipes e constroem o plano junto com o RH.

A escuta também alcança momentos específicos da vida no trabalho. Recém-admitidos são reunidos em pequenos grupos para dizer o que a organização deve continuar, parar e começar; áreas com mais rotatividade recebem grupos focais e um plano sob responsabilidade da liderança; o café com a diretoria se torna canal para pedidos que mudam benefícios.

Em empresas que crescem e se espalham, o vínculo pede cuidado próprio. Encontros mensais com toda a equipe, presença da diretoria nas agências, histórias da operação contadas em série audiovisual e celebrações com as famílias ajudam a manter perto quem trabalha longe da sede. E o orgulho de pertencer também nasce do que a organização faz pela cidade onde vivem os seus colaboradores.

“Os dados revelaram uma lacuna na assimilação dos valores recém-instituídos, algo esperado em processos de mudança cultural ainda em curso.”

“Casos críticos são reportados ao gestor da área no mesmo dia, permitindo devolutiva imediata e definição dos encaminhamentos necessários.”

· p. 12

Em números

  • 75%

    respondentes que concordam que ações significativas foram tomadas a partir da pesquisa anterior (2025; +24 p.p.)

    “Em 2025, 75% dos respondentes concordaram que ações significativas foram tomadas com base nas prioridades identificadas na pesquisa anterior”

    Fonte: · p. 20

  • 70%

    adesão aos grupos focais (283 participações de 404 convidados)

    “resultando em taxa de adesão de 70% e NPS de 94,92%”

    Fonte: · p. 17

  • aproximadamente31,76%

    queda (aproximadamente) dos pedidos de desligamento entre 2023 e 2025

    “com uma nova redução para 58, representando uma queda total de aproximadamente 31,76% nos pedidos de desligamento”

    Fonte: · p. 16

  • 21ex-colaboradores

    ex-colaboradores que reenviaram currículo manifestando interesse em voltar

    “21 ex-colaboradores manifestaram interesse em retornar à empresa após seu desligamento”

    Fonte: · p. 13

  • 88,2%

    respondentes com orgulho de trabalhar na empresa

    “88,2% demonstraram orgulho em trabalhar na Vitlog”

    Fonte: · p. 3

  • aproximadamente90%

    colaboradores da unidade de Nova Bassano que residem na cidade ou em cidades vizinhas

    “aproximadamente 90% dos colaboradores da unidade de Nova Bassano/RS residem nesta cidade e noutras próximas, como Nova Prata e Nova Araçá”

    Fonte: · p. 7

Da pesquisa ao plano de cada equipe

Na Melnick, as ações de RH, antes pontuais e desligadas do que a pesquisa de engajamento apontava, passaram a nascer dela: cada time constrói o seu plano, com pelo menos três iniciativas, apoiado pela consultoria interna de pessoas, e 75% dos respondentes reconheceram que a pesquisa anterior virou ação. A Metasa fez a sua pesquisa de clima com recursos internos, anônima e em português, espanhol e crioulo haitiano, com embaixadores de vários turnos e nacionalidades e uma campanha que mostrava as melhorias feitas a partir das pesquisas anteriores. O Sindilojas Porto Alegre respondeu a uma queda forte no clima com um grupo rotativo de Guardiões do Clima por área, que cocriou com o RH o plano de ação, do qual nasceram conversas de carreira, mentorias entre colegas, a revisão de cargos e salários e um ritual mensal de conversa individual.

Recém-chegados, áreas críticas e café com a diretoria

A Santa Casa de Porto Alegre sorteia recém-admitidos de diferentes áreas para encontros conduzidos pelos parceiros de negócio de RH, com a dinâmica de continuar, parar e começar, leva os casos críticos ao gestor no mesmo dia e realiza grupos focais nas áreas com indicadores críticos, que tiveram adesão de 70%. Na Unimed Pelotas/RS, onde os pedidos de desligamento caíram cerca de 31,76% em dois anos, o café mensal dos aniversariantes com a diretoria orientou a revisão dos benefícios, com cartão multibenefícios, academia extensiva aos dependentes e folga de aniversário condicionada à assiduidade.

Ritos, histórias e celebrações que mantêm o vínculo

A Sicredi Cooperação, em expansão para outros estados, organizou seis rituais de cultura, do alinhamento mensal on-line com toda a equipe ao dia da família, passando pelo café da diretoria executiva nas agências. O Grupo J2M sustenta a cultura de fundação em três pilares, cuidado, desenvolvimento e celebração, com a presidência presente e um calendário de festas que inclui as famílias; 21 ex-colaboradores manifestaram interesse em voltar. A Vitlog Transportes contou numa série documental as suas rotas e bastidores e fez dela o eixo da comunicação interna nas unidades gaúchas, com ambientação, cardápios regionais e kits escolares para os filhos; 88,2% dos respondentes declararam orgulho de trabalhar na empresa. Na Medabil, o pertencimento também vem do que a empresa faz pela cidade: a política de investimento social atende entidades de Nova Bassano e dos municípios vizinhos, onde moram cerca de 90% dos colaboradores da unidade local.

Quem executa o trabalho propõe mudanças, e uma regra clara leva cada proposta à decisão

5 cases · 2 cidades

Ideias de quem está na operação ganham caminho definido, do registro à avaliação por quem responde pelo tema. Em parte dos programas, há espaço para testar, e o reconhecimento é decidido em comissão ou colegiado. Num dos formatos, a própria autoridade se distribui em papéis, sem chefia.

Os cases desta tendência

Quem opera o processo todos os dias sabe onde ele falha. Numa indústria de materiais, faltava às ideias um canal com retorno: sugestões se perdiam sem acompanhamento, poucas chegavam a ser implantadas e havia ainda a crença de que ideia é coisa de engenheiro. A resposta foi dar regra ao caminho da ideia, do registro à implantação.

Num programa de ideias, o registro pode ser feito pelo celular, toda contribuição recebe resposta, a liderança responsável pelo tema avalia e o autor acompanha o andamento em tempo real. Há quem trate a ideia como hipótese, com experimento controlado, indicador e direito explícito ao erro, e quem leve as melhorias da equipe a um colegiado de gerentes, que as defende e escolhe as que serão reconhecidas. O mesmo princípio vale para a sustentabilidade, quando os próprios profissionais propõem e medem projetos que reduzem água, papel e resíduos nos seus setores.

Na sede de uma franqueadora de salões de beleza, a equipe se organiza sem chefes, por círculos e papéis, define os próprios salários e decide em conjunto sobre políticas e desligamentos. Em todos esses formatos, há uma regra clara, e quem está na operação ocupa o espaço que ela abre.

“Proibido não ter retorno: toda ideia submetida merece resposta. Sem retorno, não há engajamento.”

Em números

  • 86%

    colaboradores elegíveis cadastrados na plataforma

    “567 colaboradores cadastrados na plataforma, em um universo de 660 elegíveis (86% de cadastros)”

    Fonte: · p. 17

  • R$1.000

    orçamento anual previsto para o programa em 2025

    “foi previsto um orçamento anual de R$1.000,00”

    Fonte: · p. 14

  • 8

    experimentos controlados executados (meta mínima de 8)

    “Experimentos controlados executados Mínimo 8 8 100%”

    Fonte: · p. 17

Ideias registradas e reconhecidas

A FCC reformulou o seu programa de ideias com plataforma digital acessível pelo celular, a regra de que nenhuma contribuição fica sem retorno, três formatos de participação, ideia, problema ou experimento, e metas de ideias nas áreas de produção; 86% dos colaboradores elegíveis estão cadastrados. Na Fundação Banrisul de Previdência Complementar, os gerentes indicam e defendem num colegiado as melhorias e inovações das suas equipes, o reconhecimento é entregue pela diretoria no posto de trabalho e todos os empregados votam o destaque do ano, com orçamento anual previsto de R$ 1.000. No Hospital Moinhos de Vento, os colaboradores propõem, implantam e medem projetos de sustentabilidade nos seus setores, avaliados por comissão multidisciplinar e premiados num encontro ambiental anual, e os projetos de destaque viram referência para outras áreas do hospital.

Testar hipóteses e assumir papéis

A Fundacred posiciona especialistas de várias áreas como agentes de evolução, que dedicam parte da semana a converter problemas operacionais em hipóteses e experimentos controlados, com metodologia própria de OKRs, uma banca multidisciplinar em que os próprios pares também votam e uma cultura declarada de falha inteligente; o ciclo executou 8 experimentos controlados. O case de Juliana de Carvalho acompanha a holacracia adotada desde a fundação na equipe da sede de uma franqueadora de salões de beleza, com círculos e papéis no lugar de chefes, salários definidos pelos próprios profissionais e abertos a todos e desligamento decidido por voto de pares; a pesquisa conclui que o modelo funciona de forma real e não linear e que o maior obstáculo é cultural.

Saúde e segurança entram na rotina de gestão, com fluxo, responsável e indicador

10 cases · 8 cidades

Prevenção do assédio, apoio psicológico, segurança do trabalho e proteção da gestante saem das ações pontuais e ganham responsável, em quase todos, e acompanhamento por indicador. O cuidado alcança quem relata um assédio, mães e pais que voltam da licença, o profissional abalado por um evento adverso e a gestante na fábrica. Num hospital, o cuidado com a gestação e a infância sai para o bairro.

Os cases desta tendência

A exigência de gerir os riscos psicossociais aparece em metade das organizações deste movimento. Numa delas, encontrou benefícios de cuidado espalhados, pouco conhecidos e pouco usados, que foram reunidos num programa com governança, calendário e indicadores; a saúde emocional entrou na pauta das lideranças, ao lado da carreira e do desempenho.

No caso do assédio, o caminho é educar antes de punir. Capacitações em linguagem simples para a linha de frente, canais de registro anônimo, comissões de ética e triagem diária por profissionais de psicologia mostram ao colaborador o que caracteriza o assédio e garantem cuidado a quem relata. Num hospital, o apoio chega também ao profissional abalado por um evento adverso no atendimento.

A segurança física entra na mesma lógica de rotina, com diálogos diários, registro de quase-acidentes e entrega de equipamento de proteção com biometria e auditoria mensal. Numa fábrica, o serviço de saúde convoca de forma ativa os casos reincidentes; noutra, a gestante, realocada para um posto seguro depois da avaliação médica, circula de capacete rosa. Outro hospital leva o cuidado com a maternidade e a infância para fora dos muros: há mais de duas décadas, uma equipe visita em casa as famílias de um bairro de alta vulnerabilidade.

“A experiência demonstrou que a simples existência de um Canal de Denúncias não garante, isoladamente, a construção de um ambiente ético e seguro.”

“O maior ganho foi ver a mudança no olhar de toda a nossa equipe, que passou a acolher e priorizar as gestantes no dia a dia.”

· p. 18

Em números

  • 97,2%

    acertos sobre identificação de assédio moral na avaliação pós-workshop

    “97,2% de acertos sobre identificação de assédio moral”

    Fonte: · p. 15

  • 80%

    membros da plataforma de terapia Vitta em dez./2025, em relação ao público-alvo

    “100% implantada com 690 membros em dez./2025, equivalente a 80% do público-alvo”

    Fonte: · p. 15

  • 12anos

    sem taxa de acidentes tão baixa quanto a de 2025

    “alcançou a menor taxa de acidentes dos últimos 12 anos”

    Fonte: · p. 17

  • 16

    lojas em conformidade (verde) em maio de 2026 (eram uma em janeiro de 2024)

    “elevando para 16 as lojas em conformidade (verde)”

    Fonte: · p. 17

  • 31%

    redução da taxa média de absenteísmo de 2024 para 2026 (primeiro quadrimestre)

    “a média teve significativos 31% de melhoria”

    Fonte: · p. 18

  • 50

    famílias cadastradas e atendidas em domicílio pelo programa

    “50 famílias cadastradas 47 adolescentes acompanhados 61 crianças 7 gestantes 6 puérperas”

    Fonte: · p. 11

Assédio tratado com educação, canal e fluxo

A Cootravipa respondeu ao aumento de denúncias no seu canal de ética com um programa educativo de compliance e saúde mental, em turmas pequenas, linguagem simples para a linha de frente e quiz interativo; na avaliação depois dos workshops, houve 97,2% de acertos sobre a identificação do assédio moral. O Hospital de Clínicas de Passo Fundo estruturou ações de prevenção, combate e suporte ao assédio moral e sexual, com capacitação das equipes, o tema fixo na integração de novos colaboradores e um canal de registro anônimo dentro do sistema hospitalar, acompanhado diariamente pela psicologia organizacional.

Cuidado emocional com estrutura

A Sicredi União RS/ES reuniu benefícios antes dispersos numa agenda anual de bem-estar com a saúde emocional como eixo, ativou plataformas digitais de terapia, acolhe mães e pais no retorno da licença e levou o tema às reuniões das lideranças; os membros de uma das plataformas de terapia já equivalem a 80% do público-alvo. O Hospital Ivan Goulart formalizou um programa de qualidade de vida no trabalho com acompanhamento psicológico, inclusive à segunda vítima de eventos adversos, sala de descompressão e perfil epidemiológico colhido na admissão. A SLC Agrícola ligou o seu programa de qualidade de vida à estratégia ESG, passou a priorizar a segurança psicológica na relação entre líderes e equipes e enfrentou a solidão do trabalho híbrido com esporte coletivo e desafios de atividade física.

Segurança e saúde na fábrica e na loja

A Bruning Tecnometal levou a prevenção para a rotina, com gestão diária de segurança, diálogos antes do turno, registro de quase-acidentes e visita imediata da diretoria ao local de cada acidente, e alcançou a menor taxa de acidentes dos últimos 12 anos. A SLC Máquinas trocou as fichas de papel de entrega de equipamentos de proteção por uma plataforma com assinatura por biometria facial e auditorias mensais por loja, e 16 lojas chegaram ao nível de conformidade. A Piccadilly Company reestruturou o serviço de saúde da sua unidade fabril, com enfermeira do trabalho, psicóloga, assistência social e convocação ativa dos casos reincidentes, e a taxa média de absenteísmo caiu 31%.

Gestação e infância protegidas

Na Alibem Alimentos S.A, a gestante é realocada para um posto sem agentes nocivos logo após a avaliação médica, usa capacete rosa nas áreas fabris, participa de encontros mensais com especialistas e recebe kit natalidade e, depois do nascimento, a visita das assistentes sociais, com um presente da empresa. O Hospital Ana Nery mantém há mais de duas décadas, num bairro de alta vulnerabilidade, uma equipe de assistente social e enfermagem que faz busca ativa, visitas domiciliares e oficinas nas escolas, acompanhando crianças, adolescentes, gestantes e puérperas de 50 famílias cadastradas.

Área de pessoas, parceira de negócio junto às lideranças

6 cases · 4 cidades

Departamentos que viviam de folha, rotina legal e pedidos simples se reorganizam com parceiros de negócio dedicados às lideranças, políticas escritas com os gestores e indicadores acompanhados pela alta direção. Onde faltava até o básico, ele é construído com quem lidera, e a área de RH pode nascer só ao fim desse trabalho.

Os cases desta tendência

Em parte dessas organizações, o ponto de partida era um RH centralizado, ocupado com folha e demandas do dia, distante da operação e mais reativo do que consultivo. O quadro mudou quando as lideranças passaram a ser ouvidas e tratadas como o principal cliente interno da área, e a pergunta virou o que o RH precisa entregar para sustentar o próximo ciclo do negócio.

Em setores diferentes, o caminho é parecido. Profissionais de pessoas são designados como parceiros de negócio de cada área, a rotina repetitiva vai para o autoatendimento digital e para centros de serviços compartilhados, as políticas são revistas com os gestores e homologadas pela direção, e os objetivos de pessoas entram no mesmo painel de indicadores da estratégia. A própria área mede o seu valor e trata com transparência até as metas que ficaram abaixo do esperado.

Onde faltava até o básico, o caminho começa antes: descrever cargos, criar uma política salarial com critérios, fazer o primeiro diagnóstico de clima e chamar os gestores para construir tudo isso junto. Numa empresa familiar sem RH formal, a passagem para uma governança profissional começou pelos vínculos, com mentoria da liderança e rituais de cultura, e a área de RH estratégico nasceu ao final. Nos dois caminhos, essas organizações descrevem um RH que deixa de só reagir às demandas e passa a apoiar as decisões das lideranças.

“Antes de estruturar indicadores, a Aliança estruturou vínculos.”

· p. 4

Em números

  • 32

    políticas corporativas de RH revisadas e estruturadas

    “revisão e estruturação de 32 políticas corporativas de Recursos Humanos”

    Fonte: · p. 15

  • 89%

    respondentes que perceberam maior autonomia para resolver demandas do dia a dia

    “89% perceberam maior autonomia para resolução de demandas do dia a dia”

    Fonte: · p. 20

  • 14p.p.

    aumento, no GPTW 2026 contra 2025, da percepção de que as lideranças mantêm as pessoas informadas (de 63% para 77%)

    “aumento de 14 pontos percentuais (p.p.) na percepção de que as lideranças mantêm as pessoas informadas”

    Fonte: · p. 20

  • 4,22nota (escala 1 a 5)

    índice de qualidade do atendimento do DHO avaliado pelas lideranças (meta 4)

    “O índice de qualidade do atendimento do DHO alcançou 4,22 em escala Likert de 1 a 5”

    Fonte: · p. 19

  • 594

    participações em treinamentos e eventos em 2025

    “Em 2025, a empresa alcançou 594 participações em treinamentos e eventos, totalizando 133 horas de desenvolvimento”

    Fonte: · p. 11

Parceiros de negócio ao lado de cada liderança

A Stara concluiu, ao desenhar o seu planejamento de longo prazo, que o RH operacional e centralizado não sustentaria o crescimento: implantou parceiras de negócio dedicadas às áreas, centro de excelência e serviços compartilhados, ligou o RH à presidência e revisou com os gestores 32 políticas corporativas de recursos humanos. No Grupo Guarida, a antiga administração de pessoal deu autonomia digital ao colaborador, com admissão digital, portais e integração on-line, e apoia as lideranças com analistas no papel de parceiros de negócio; 89% dos respondentes perceberam mais autonomia para resolver as demandas do dia a dia.

Pessoas no mesmo painel da estratégia

Na Be8, os objetivos de pessoas saíram do planejamento estratégico da empresa, e o time de Pessoas & Cultura fez um diagnóstico de si mesmo, com escuta dos clientes internos e uma matriz do valor do próprio tempo, para concentrar esforço no que gera mais impacto; a percepção de que as lideranças mantêm as pessoas informadas subiu 14 pontos percentuais na pesquisa de clima. A Universidade Feevale criou uma área de desenvolvimento humano e organizacional que tem os líderes como principal cliente, com consultoria interna por área e indicadores com metas, inclusive os que ficaram abaixo do previsto; a qualidade do atendimento da área foi avaliada pelos líderes em 4,22, numa escala que vai até cinco.

Onde faltava até o básico

O Grupo Epavi, com décadas de operação e quase nenhum instrumento formal de gestão de pessoas, fez o seu primeiro diagnóstico organizacional, chamou os gestores para construir descrições de cargo, uma política de cargos e salários com critérios e a revisão dos valores, e criou um comitê voluntário de saúde psicossocial, com investimento direto mínimo. A Aliança Condomínios conduziu a passagem da gestão familiar para uma governança profissional sem perder os vínculos da sua história, com mentoria para fundadores, sucessores e gestores, rituais de cultura e, ao final, a criação formal de uma área de RH estratégico; no último ano, foram 594 participações em treinamentos e eventos.

A inclusão dá condição real de participar, da contratação ao refeitório e à sala de aula

6 cases · 3 cidades

Imigrantes, refugiados e pessoas com deficiência chegam por programas que cuidam da contratação e também da língua, dos direitos e da adaptação das equipes, e num deles da moradia. No cotidiano, o respeito às diferenças vai da sala de aula à escolha do prato no refeitório.

Os cases desta tendência

Em três das empresas premiadas, a escassez de profissionais ou a chegada de imigrantes ao mercado de trabalho pôs a inclusão no centro da operação. Nelas, a contratação é só o primeiro passo. Depois vêm o ensino do português aplicado ao trabalho, a orientação sobre direitos e serviços públicos, o apoio à moradia e à família e o preparo dos gestores e colegas que vão receber quem chega.

Com as pessoas com deficiência, o movimento vai do cumprimento da cota a um programa permanente. Comissões, padrinhos em todos os setores, capacitação obrigatória das equipes, turmas de LIBRAS para os colegas de colaboradores surdos, aprendizagem profissional em parceria com entidades especializadas e reconhecimento ao gestor que mais inclui compõem esse percurso, que acompanha a pessoa até a permanência.

O respeito às diferenças também se pratica em escolhas pequenas. Num hospital, o dia sem carne afastava parte dos usuários do refeitório, pelo hábito regional de comer carne e por soar como imposição, e a saída foi oferecer todos os dias uma alternativa, mantendo a opção tradicional. Em escolas públicas, oficinas adaptadas acolhem estudantes com deficiência, TEA e TDAH. No refeitório e na sala de aula, incluir é dar condição real de participar.

“Enquanto o RH cuida de treinamentos técnicos, o olhar da assistência social acolhe a vida do imigrante fora da empresa, orientando sobre direitos e redes de apoio locais.”

· p. 11

“O refeitório é um espaço social central em qualquer organização.”

· p. 16

Em números

  • mais de17

    nacionalidades presentes no quadro

    “tornando a Comercial Zaffari um ponto de encontro para mais de 17 nacionalidades”

    Fonte: · p. 14

  • 72%

    migrantes contratados como auxiliar que já exercem funções profissionalizantes

    “72% dos migrantes, que são contratados como auxiliar, atualmente já exercem funções profissionalizantes”

    Fonte: · p. 18

  • 13

    projetos que compõem o programa de inclusão

    “atualmente abrange 13 projetos”

    Fonte: · p. 4

  • 26%

    no modelo anterior, queda de usuários no dia sem carne em relação aos demais dias

    “este dia apresentava uma redução de 26% no número de usuárias/os em relação aos demais dias”

    Fonte: · p. 8

Imigrantes recebidos com a família, a língua e os direitos

A Comercial Zaffari criou, dentro do pilar étnico-racial do seu programa de diversidade, turmas de integração para colaboradores imigrantes com módulos de cultura, de português aplicado ao varejo e de acolhimento com a assistência social do município, numa empresa que reúne mais de 17 nacionalidades. A Comil enfrentou a falta de profissionais contratando migrantes e refugiados venezuelanos interiorizados pela Operação Acolhida com a OIM, trazendo a família inteira, com moradia, saúde e escola, cursos técnicos em espanhol e aulas de espanhol para os gestores; 72% dos contratados como auxiliar já exercem funções profissionalizantes.

Da exigência legal ao programa permanente

A Kuhn levou um programa nascido para cumprir uma exigência legal a um programa contínuo de diversidade, com aprendizagem profissional em parceria com SENAI e APAE, turmas de LIBRAS para colegas de colaboradores surdos, curso de português para imigrantes e ações de acolhimento LGBTQIAPN+. O Instituto de Cardiologia (IC-FUC) reúne no seu programa de inclusão 13 projetos, entre eles uma comissão de inclusão, padrinhos em todos os setores, capacitação obrigatória que é pré-requisito para o recrutamento interno e um prêmio para o gestor que mais inclui.

Respeito às diferenças no cotidiano

O Hospital de Clínicas de Porto Alegre ampliou o cardápio do refeitório a partir de pesquisa com os usuários: o dia sem carne provocava uma queda de 26% no número de usuários, e a Linha Verde oferece todos os dias uma alternativa à carne, sem retirá-la. A Cootravipa leva oficinas de terapia assistida por animais às salas de atendimento educacional especializado de escolas públicas, para estudantes com deficiência, TEA e TDAH.

A organização assume o papel de escola, dentro de casa e na comunidade em volta

8 cases · 5 cidades

Universidades corporativas próprias, instrutores formados entre os funcionários e aprendizagem em pequenas doses no fluxo do trabalho tiram a formação da dependência de fornecedores e de grandes eventos. A mesma disposição de ensinar alcança colaboradores que voltam à escola, cozinhas de instituições sociais, salas de leitura em presídios e escolas públicas.

Os cases desta tendência

Há organizações que decidiram formar os próprios profissionais. Uma concessionária de máquinas agrícolas converteu em instituto de educação o prédio da sua primeira sede, que servia de depósito; uma rede hoteleira montou uma universidade digital com sala de estudo em cada hotel; uma área de TI e serviços compartilhados grava em temporadas, como uma série, os encontros semanais conduzidos pelos próprios especialistas. Na concessionária e nessa área de serviços, o conhecimento de quem já está na casa vira conteúdo, e os instrutores saem do próprio quadro. Numa cooperativa médica, a educação corporativa vira um subsistema da gestão de pessoas, com orçamento anual definido, planejamento ligado à estratégia e lideranças responsáveis pela capacitação das suas áreas.

A escolaridade formal entra no mesmo esforço. Numa indústria de embalagens, o diagnóstico mostrou quase metade do quadro sem ensino médio; a empresa organizou uma feira com escolas, intermediou matrículas, paga transporte e lanche a quem voltou a estudar pelo EJA e celebra a formatura com as famílias.

A mesma disposição de ensinar atravessa os muros. Estudantes de escola técnica recebem formação gratuita, cozinhas de instituições que servem crianças e idosos são avaliadas e treinadas, unidades prisionais ganham salas de leitura e oficinas de escrita, e alunos da rede pública aprendem sobre separação de resíduos no teatro. Fora de casa, ensinar é a contribuição que a organização sabe dar.

“Por trás de cada matrícula existe uma história interrompida que voltou a ganhar continuidade.”

“Estruturar um modelo sustentável de capacitação, no qual a geração de receita por meio de treinamentos para clientes viabilize e potencialize o investimento contínuo no desenvolvimento das equipes internas.”

Em números

  • 20%

    redução do valor orçado para treinamentos presenciais

    “reduzimos 20% do valor orçado para treinamentos presenciais”

    Fonte: · p. 17

  • 46,1%

    no ponto de partida, colaboradores que não tinham concluído o ensino médio (diagnóstico inicial)

    “46,1% dos colaboradores não concluíram o Ensino Médio”

    Fonte: · p. 5

  • 320

    horas de treinamento gratuito entregues à comunidade (estudantes)

    “Realização de 320 horas de treinamentos gratuitos por meio do projeto”

    Fonte: · p. 22

  • 587

    participantes qualificados (manipuladores, coordenadores, nutricionistas e estudantes) entre 2015 e 2025

    “No período, foram realizadas 38 capacitações, qualificando 587 participantes”

    Fonte: · p. 3

Formação e escolaridade dentro de casa

A ICH Administração de Hotéis criou uma universidade corporativa digital para um quadro majoritariamente operacional e espalhado pelo país, com sala de estudo em cada hotel, uma hora do expediente liberada para estudar, ranking por unidade e embaixadores de aprendizagem; o valor orçado para treinamentos presenciais caiu 20%. A TI&CSC Randoncorp mantém encontros semanais on-line de meia hora conduzidos pelos próprios funcionários especialistas, gravados e organizados em temporadas numa trilha indicada a quem chega. A Unimed Noroeste/RS fez da educação corporativa um subsistema da gestão de pessoas, financiado principalmente com os recursos do Sescoop/RS, num fluxo anual que liga o planejamento estratégico ao orçamento de capacitação. A Embasul, diante de um diagnóstico em que 46,1% dos colaboradores não tinham concluído o ensino médio, levou escolas de EJA, cursos técnicos e universidades a uma feira interna, intermediou matrículas e oferece transporte fretado, lanche e kit escolar a quem voltou a estudar pelo EJA.

O saber que atravessa os muros

A Alvorada instalou no prédio que abrigou a sua primeira sede um instituto de educação corporativa com instrutores internos certificados pelo fabricante, que também vende treinamento a clientes e entregou 320 horas de formação gratuita a estudantes de escola técnica agrícola. O Banco de Alimentos do Rio Grande do Sul avalia, orienta e capacita as cozinhas das instituições sociais que recebem as suas doações, com nutricionistas e estudantes de universidades parceiras, listas de verificação sanitária e certificação; na última década, as capacitações qualificaram 587 participantes. A Fundação Gaúcha dos Bancos Sociais implanta e abastece salas de leitura em unidades prisionais do estado, com curadoria dos livros doados, capacitação de servidores, oficinas de leitura e escrita e uma antologia com textos dos próprios apenados. A Cootravipa leva a alunos da rede pública uma peça de teatro sobre separação de resíduos, palestras lúdicas e oficinas de terapia assistida por animais.

Ações e iniciativas sociais passam a integrar política de investimento social com governança

7 cases · 4 cidades

Doações pontuais dão lugar a políticas com comitê, critérios e prestação de contas, e o que sobra, de resíduos e pallets a computadores doados, segue por contrato, termo ou regulamento para quem precisa. Os colaboradores entram nessas causas com a própria competência, o próprio imposto ou o próprio tempo.

Os cases desta tendência

Algumas das organizações premiadas já ajudavam a comunidade, mas de forma espontânea: um pedido atendido aqui, uma campanha ali, sem critério de escolha, continuidade nem medida do resultado. Nelas, essa atuação ganhou a forma de política, com comitê multidisciplinar, regras de elegibilidade, fluxo de aprovação, orçamento anual e prestação de contas a quem doa.

O que sobra ganha destino rastreado. Resíduos recicláveis de um hospital garantem renda contínua a uma cooperativa de famílias que antes trabalhavam num lixão, pallets descartados por uma indústria viram matéria-prima de uma oficina de marcenaria numa comunidade terapêutica, e computadores doados são recuperados por estudantes e entregues a quem não tem como estudar em casa. A destinação é formalizada em contrato, termo de doação ou regulamento, com controle das quantidades.

A contribuição também vem em outras moedas: competência, imposto e tempo. Engenheiros projetam e montam estruturas para entidades sociais, colaboradores destinam parte do imposto de renda a projetos do hospital em que trabalham, e voluntários se cadastram para atuar em saúde, educação e na resposta às enchentes. Numa administradora de condomínios, colaboradores, lideranças e a própria empresa se juntaram em mutirões para recuperar as casas de colegas atingidos.

“Até então, os pedidos de apoio e os agradecimentos aos doadores aconteciam de maneira descentralizada, sem uma narrativa unificada de comunicação e relacionamento.”

· p. 11

“Havia até mesmo um marceneiro no grupo em tratamento na instituição, mas não havia material para produzir.”

Em números

  • aproximadamenteR$70.000

    investimento de recursos próprios na reestruturação das áreas de resíduos

    “Os investimentos realizados somam aproximadamente R$70 mil”

    Fonte: · p. 13

  • 168m²

    área do galpão-depósito construído com madeira de pallets

    “galpão de 168m² foi construído”

    Fonte: · p. 12

  • mais de250

    estudantes voluntários envolvidos no recondicionamento

    “o envolvimento de mais de 250 estudantes voluntários”

    Fonte: · p. 16

  • 487

    voluntários cadastrados entre dezembro de 2021 e março de 2026

    “487 voluntários cadastrados;”

    Fonte: · p. 17

  • 118

    projetos assistenciais e de humanização trabalhados em 2025

    “118 projetos assistenciais e de humanização trabalhados em 2025.”

    Fonte: · p. 17

O que sobra vira recurso

O Hospital Ivan Goulart destina de forma contínua os seus resíduos recicláveis a uma cooperativa formada por famílias que trabalhavam no antigo lixão, com contrato por prazo indeterminado articulado com a prefeitura, capacitação das equipes desde a integração e cerca de R$ 70 mil investidos na reestruturação das áreas de resíduos. Na Box Print, o excedente mensal de pallets virou matéria-prima para uma oficina de marcenaria numa comunidade terapêutica que acolhe dependentes químicos, com termo de doação formal; com a madeira, a comunidade terapêutica ergueu um galpão de 168 m² para depósito e o pavilhão da oficina. No Senac-RS, mais de 250 estudantes voluntários dos cursos de tecnologia já recondicionaram equipamentos doados por empresas e pela comunidade, destinados a estudantes sem computador em casa e a instituições sociais.

Da doação pontual à política com governança

A Medabil passou de doações pontuais a uma política de investimento social com comitê multidisciplinar, critérios de elegibilidade e fluxo de aprovação, em que a principal contribuição é a própria engenharia: sala de fisioterapia numa instituição de idosos, cobertura de uma área de equoterapia, cobertura das baias de um abrigo de cães e iluminação de um espaço comunitário. O Instituto Moinhos Social nasceu para reunir sob governança própria iniciativas sociais antes dispersas de um hospital filantrópico, com eixos, indicadores, captação diversificada e voluntariado aberto à sociedade, que soma 487 voluntários cadastrados.

Colaboradores dentro da causa

A Santa Casa de Porto Alegre reuniu numa marca e numa plataforma digital únicas as diferentes formas de apoio da sociedade, com prestação de contas dos projetos e uma campanha anual que convida os próprios colaboradores a destinar parte do imposto de renda devido; 118 projetos assistenciais e de humanização foram trabalhados no último ano. Na Aliança Condomínios, colaboradores, lideranças e a empresa fizeram mutirões para recuperar casas de colegas atingidos pelas enchentes; depois, a arrecadação de alimentos, agasalhos e tampinhas virou campanha estruturada para instituições beneficentes.

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Cidades com mais práticas premiadas:

Campo BomCaxias do SulCruz AltaEncantadoErechimIjuíMarauNão-Me-ToqueNova BassanoNovo HamburgoPanambiPasso FundoPelotasPorto AlegreRodeio BonitoRolanteSanta Cruz do SulSanta MariaSanta RosaSão BorjaSão LeopoldoTeutôniaTrês de MaioViamão
As 24 cidades com prática premiada.

Análise regional

O mapa das práticas

Os 86 cases distribuídos pelo estado e o que se pratica em cada região. Cada região leva o nome da sua cidade-polo, como na divisão do IBGE.

Região de Porto Alegre

50 cases premiados

A região de Porto Alegre concentra a maior parte dos premiados, com a capital à frente e organizações também em Campo Bom, Novo Hamburgo, São Leopoldo, Rolante e Viamão. Ali estão todas as organizações que este relatório classifica como terceiro setor e boa parte dos hospitais. Indústria, saúde e comércio e serviços são os setores mais frequentes. Entre os movimentos, os mais frequentes são os valores que viram conversa e critério e a primeira oportunidade de trabalho que chega com formação.

Características

  • 50 cases de 44 organizações e pessoas em 6 cidades: Porto Alegre (42), Campo Bom (3), Novo Hamburgo (2), Rolante (1), São Leopoldo (1), Viamão (1)
  • Setores mais frequentes: indústria (13), comércio, varejo e serviços (10), saúde (9)

Tendências predominantes

Cases

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A edição em números

86 práticas em 24 cidades

Indústrias, hospitais, cooperativas de crédito, instituições de ensino e entidades sociais, reconhecidas pelo que fazem no dia a dia com as pessoas e com as comunidades onde atuam.

86práticas premiadas nesta edição
77organizações e pessoas reconhecidas
24cidades do Rio Grande do Sul
8regiões do estado
8setores da economia
12tendências identificadas
2.547páginas de cases lidas para este relatório
10.609números extraídos dos cases

Premiados por setor

  • Indústria25
  • Saúde17
  • Comércio, varejo e serviços13
  • Crédito e serviços financeiros13
  • Terceiro setor7
  • Agronegócio5
  • Educação4
  • Cooperativas de trabalho2

Homenagem

Todos os premiados

As 86 práticas reconhecidas nesta edição, com as organizações e pessoas premiadas.

86 de 86 práticas

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